
Idas furtivas e vespertinas à beira do cais, onde éramos livres para ensaiar nossos primeiros beijos.
Encontro marcado em código ditavam a rotina do dia.
Você, em sua montanbike, corria ofegante para me encontrar.
Eu, corria com meus afazeres de única filha para não me atrasar.
O conheci num atropelo de meninos enfurecidos por causa do jogo de futebol.
Você já me olhava nos intervalos...
Perguntou o meu nome e nunca mais nos separamos. Todas as tardes nos víamos e nossos corações quase saltavam por nossos olhos brilhantes.
O que mais queria era sentir seus braços de menino em minha cintura e provar seus lábios, mas era tímida e você, desajeitado.
Até que um dia, tomado de coragem de menino “experiente” me pediu um chiclete...você estava nervoso e na verdade quis dizer “selinho”.
Rimos gostosamente e selamos nossa paixão de infância sob um céu de rosas. Era brilhante de tantas estrelas que sorriam a nos contemplar lá de cima...
Essa lembrança, a mais doce da época em que era apenas menina, ainda me acompanha.
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